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Notícias do Distrito   

   

Distrito 4420 participa de assinatura do manifesto em prol das campanhas de vacinação no Brasil

27/07/2018


Distrito 4420

O documento também convoca toda a sociedade para participar da Campanha Nacional de Multivacinação contra a Poliomielite e o Sarampo durante o mês agosto 
 
Em 26 de julho, o médico rotariano Marcelo Haick, Consultor Nacional de Advocacia da Polio Plus do Rotary International (RI), ao lado do Governador Carlos Torci e de outras lideranças do Distrito 4420 e do Distrito 4610, participou da assinatura do manifesto que alerta para o risco de reintrodução da poliomielite e do sarampo no Brasil. O encontro aconteceu no auditório do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo/SP, reunindo especialistas em saúde pública, médicos e estudantes. O ato foi laborado por Haick, enquanto representante do RI na luta contra a pólio, em parceria com as sociedades brasileiras de Pediatria (SBP), Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI) e Ministério da Saúde. Todas as instituições assinaram o importante documento, em prol da saúde pública e da ampliação da cobertura vacinal em todo o Brasil. 
 
Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), fez a abertura do encontro e coordenou as apresentações. Luiza Helena Falleiros, presidente do Comitê Nacional de Poliomielite, ministrou a palestra “Situação atual da pólio no Brasil e no mundo: corremos risco?”. Helena Sato, diretora técnica da Divisão de Imunizações da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES-SP), abordou a temática “Sarampo: o que está acontecendo?” A política nacional de imunização foi apresentado por Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI). 
 
Além dos palestrantes, médicos especialistas e pessoas acometidas há anos pela poliomielite deram seu testemunho em prol da conscientização do tema. Em seguida, o manifesto foi formalizado de forma conjunta. Clóvis Constantino, vice-presidente da SBP; Isabella Ballalai, presidente da SBIm; Sergio Cimerman, presidente da SBI; Marcelo Haick, consultor do RI; e Carla Domingues, coordenadora do PNI; assinaram o documento. “Além de ser o consultor nacional do Rotary para as temáticas da pólio, o companheiro Marcelo Haick já foi governador distrital. Isso reforça a nossa preocupação pela erradicação da doença e serve de incentivo aos voluntários do Distrito 4420”, ressalta o Governador. 
 
Com o manifesto em mãos, essas entidades conclamam profissionais da saúde, poder público, sociedade civil e população para que participem ativamente da Campanha Nacional de Multivacinação, prevista para ocorrer de 6 a 31 de agosto de 2018, em todos os municípios brasileiros. “Convocamos mais de 2.000 rotarianos que temos ao nosso lado nessa luta, distribuídos pelos 19 municípios de nossa área de abrangência. Ao lado de prefeituras, entidades de classe e iniciativa privada, os clubes de Rotary e suas equipes estão organização uma grande mobilização para divulgar a importância de vacinar nossas crianças durante este emblemático mês. Juntos somos mais fortes nessa missão”, finaliza Torci. 
 
A luta dos rotarianos pela erradicação 
 
Segundo Haick, o Rotary iniciou de modo pioneiro seu envolvimento com a pólio em 1979, por meio de um projeto para imunizar crianças nas Filipinas. A partir de 1985, a iniciativa virou prioridade corporativa dentro da organização. “Nossas atividades estão relacionas ao levantamento de fundos, à advocacia, ao aumento da conscientização e a mobilização de voluntários. Temos uma meta de doações na casa de 50 milhões de dólares por ano, sendo que este valor é duplicado pela Fundação Bill e Melinda Gates, totalizando perto de US$ 450 milhões nos próximos três anos. No Brasil, somos cerca de 55 mil rotarianos, distribuído em aproximadamente 2.500 clubes no território nacional”. 
 
A exemplo do que ocorre com o End Polio Now, campanha mundial do Rotary pela erradicação da poliomielite, o consultor afirma que os rotarianos brasileiros também estão mobilizados em todos os estados e municípios, divulgando a mobilização nacional pela vacinação no mês de agosto. “Nossos voluntários visitam autoridades públicas, influenciam formadores de opinião e mobilizam as comunidades onde os clubes rotários estão presentes. Tenho recebido de seis a oito contatos por dia, como ligações telefônicas, e-mails ou postagens nas mídias sociais sobre variadas iniciativas que os rotarianos estão realizando em todo Brasil. Esse trabalho é a essência que o rotariano tem a favor do ideal de servir”. 
 
Ele ressalta que o sucesso da campanha depende de vários fatores integrados, como a logística das vacinas, postos de saúde abertos em horários alternativos para facilitar a vida das mães que trabalham, acesso das equipes de vacinação às localidades remotas, como áreas rurais, cortiços, morros, moradores de rua e regiões vulneráveis socialmente. “Somado a estes importantes fatores, ainda temos que contar com a vontade política das autoridades públicas. Acredito que este manifesto deva exercer uma dupla função, como reforçar a conscientização popular de forma geral, mas essencialmente relembrar os jovens médicos sobre os aspectos da paralisia infantil e a necessidade de vacinação das crianças”. 
 
Para finalizar, ele diz que os rotarianos estão motivados para trabalhar duro em agosto. O foco é atingir 95 de cobertura vacinal e manter tolerância zero nas cidades com menos de 50 de vacinação. “Ressalto o excelente trabalho do Programa Nacional de Imunização, representado pela Dra. Carla Domingues. Iniciamos essa parceria em 2013, durante um simpósio no Hospital Sírio-Libanês. Saliento o papel decisivo do Ministério da Saúde nas negociações do G-20, em Hamburgo (ALE), onde foi adicionado um parágrafo de apoio à erradicação da pólio. Também agradeço as associações que assinam este manifesto. O Brasil necessita de esforços, pois estamos próximos eliminar essa doença do planeta”. 
 
Vacinar mais de 12 milhões de crianças 
 
Carla Domingues, coordenadora do PNI, ressalta que o fato do Brasil ter excelentes coberturas vacinais na história se deve às parcerias que o governo e a sociedade mantinham. “A responsabilidade não era somente do Ministério da Saúde. Sempre houve o envolvimento da comunidade, associações médicas e setor privado. Eles sempre atuaram ao nosso lado nos esclarecimentos junto à população. A medida que as doenças foram erradicadas, parece que a missão de prevenir as doenças passou a ser somente do governo federal. Consequentemente, passamos a ter uma baixa cobertura vacinal nos últimos anos. Esse manifesto tem o papel de resgatar os níveis de sucesso do passado”. 
 
Ela relembra que o esforço destas parcerias foi capaz de erradicar a paralisia infantil, sarampo e a rubéola do Brasil. Os casos de coqueluche e difteria também foram reduzidos a quase zero durante as maciças campanhas de prevenção, tratamento e vacinação. “O manifesto alerta para que, de mãos juntas, governos e sociedade civil coloquem o máximo esforço nas campanhas de vacinação. A Campanha Nacional de Multivacinação vai ocorrer de 6 a 31 de agosto. Esperamos imunizar 12,2 milhões de crianças, entre um e cinco anos de idade, em todo o território brasileiro. Elas serão imunizadas contra a poliomielite e o sarampo de forma indiscriminada, mesmo que já tenham sido vacinadas antes”. 
 
Segundo Carla, a ideia de oferecer uma dose adicional das vacinas, mesmo que seja para as crianças que estão com a carteira de vacinação em dia, visa criar uma forte barreira sanitária e evitar que doenças do passado voltem a circular no Brasil. “Felizmente o caso foi descartado, mas o exemplo recente da Venezuela serviu de susto para nós, pois com os baixos níveis de vacinação, o Poliovírus Selvagem poderia voltar a circular em nosso País. Acho que este é o momento propício, onde um risco teórico de poliomielite mostrou que podemos estar vulneráveis. Mas estamos com um risco eminente, diante de mais de 600 casos confirmados de sarampo em Roraima, Amazonas e Rio de Janeiro”. 
 
A coordenadora afirmou que se não realizarmos um amplo trabalho de vacinação, estes casos estaduais podem se alastrar por todo o território nacional. Ela também alertou para que a população fique atenta às fakenews e aos grupos que disseminam a cultura da não-vacinação. “As mídias sócias espalham rapidamente este tipo de desinformação. São notícias falsas e sem fundamento científico. O fato é que as pessoas recebem isso e acabam divulgando em seus grupos de amigos e familiares. Isso causa um estrago às campanhas de vacinação, pois os pais ficam em dúvida se podem ou não vacinar seus filhos. Todos devem checar as informações com fontes oficiais e evitar este prejuízo à saúde pública do Brasil”. 
 
A ação do Rotary junto aos governos 
 
Desde de seu engajamento contra a paralisia infantil em 1985, o Rotary se destaca como agente essencial na erradicação da doença no mundo. No Brasil, a organização foi fundamental para a eliminação dos casos durante o início do programa de vacinação do Ministério da Saúde. “No início desta parceria, o Rotary comprava e doava a vacina para os brasileiros. Isso foi fundamental à época. Hoje, felizmente, não precisamos mais desta doação, pois o Brasil já é autossuficiente e produtor de vacinas. O País conseguiu adquirir uma enorme capacidade de fabricação, logística e entrega vacinal. Atualmente, precisamos demais do trabalho voluntário do Rotary para divulgar a vacinação juntos às comunidades locais”. 
 
Além disso, ela afirma que a capacidade de formar opinião de qualidade também faz dos rotarianos agentes multiplicadores das campanhas de vacinação. “A preciso disseminar as informações corretas de que as doenças imunopreveníveis matam, como é o caso da pólio e do sarampo. Se não matar, elas deixam sequelas como paralisia, surdez e deficiência neurológica nas pessoas. Podemos evitar que isso aconteça de vacinarmos as nossas crianças. Então, o Rotary tem um papel fundamental em trazer novamente a sociedade ao leito do convencimento. Com este espírito de união, tenho a certeza que a nossa campanha será um sucesso durante o próximo mês de agosto”, finaliza a coordenadora do PNI.

 

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