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#NovembroRoxo RCT Aeroporto - Emanuelle

03/12/2017


Rotaract Club São Paulo Aeroporto

A Emanuelle nasceu no dia que completou 33 semanas e hoje já está com 4 aninhos! Ficou 18 dias na UTI Neonatal e tudo passou bem, ela perdeu um pouco de peso nos últimos dois dias de internação, período que acompanhei todos os dias (entrava de manhã e só saía à noite). 
O parto prematuro foi desesperador por saber que não podia fazer nada para ajudar. 
A Emanuelle nasceu em um hospital público sem CTI Neonatal: quando minha bolsa rompeu, já não tinha mais o que fazer..  
Fiz o pré-natal corretamente - todos os exames e acompanhamento - mas acho que devido à problemas familiares minha bolsa se rompeu antes da hora. No dia fui levar a minha filha mais velha ao médico, para tirar um raio x (havia se machucado) e ficamos horas na fila do PA esperando atendimento. Quando a chamaram que eu entrei para o corredor e minha bolsa rompeu naquele estante. 
Chegando no hospital descobri que o meu plano de saúde não cobriria o CTI Neonatal de que a minha filha precisaria. Fui na ambulância do corpo de bombeiros para o hospital e demorou umas 3 horas do início das contrações até o nascimento da minha filha. Não me deixaram vê-la e no outro dia fui saber pela minha cunhada que a bebezinha não estava bem. Minha filha ficou isolada enquanto a equipe do hospital improvisava um CTI pra ela pois ela não respirava sozinha. 
Quando eu cheguei, ela estava roxa e eles me falavam que era normal, já que ela não conseguia respirar sozinha. Mas eu não concordava, acha que eles tinham que fazer alguma coisa. 
Eles me falaram que ela precisava de um respirador, pois o oxigênio não estava resolvendo o problema dela e me pediam pra rezar que saísse uma vaga pra ela em um CTI pois ela não aguentaria muito tempo. 
Quando eu vi os batimentos dela fraquinhos, perguntei à enfermeira que estava no quarto o porque disso acontecer e ela me disse ser normal, porque ela estava lutando para viver. De repente dei um grito, o coração dela havia parado! A enfermeira me tirou às pressas do seu lado e me pediu pra me retirar do quarto - foi desesperador! 
Uma das pediatras que estava atendendo minha filha me pediu para rezar porque eu acreditava em Deus, já que eles não podiam fazer mais nada - somente um CTI neonatal. 
Eu sai aos prantos e avisei ao pai que o coração dela havia parado, mas que a enfermeira havia conseguido fazer voltar a bater. 
Ai percebemos que o Nosso tempo com ela estava contado. 
Chegou a Dra Jane, uma nova pediatra - que a acompanhou até seus 2 anos - que quando viu como ela estava me pediu para ter calma e fé, que tudo ia dar certo. Ela conseguiu um respirador e quando o médico saiu, me disse: Este choro é o primeiro dela, não chore, sorria porque ela está brigando pra estar com você. Ela vai ficar bem, mas precisa de cuidados. 
Conseguiram uma vaga para ela em uma CTI Neonatal. 
Então precisávamos de insulfilm, aquele plástico transparente, pois o do hospital havia acabado e era isso que estava mantendo a temperatura do seu corpo estável. O pai da minha filha saiu do hospital e comprou - a enfermeira que estava cuidando dela chegou a oferecer do dinheiro dela para comprarmos. 
Rezemos muito. A vaga do CTI saiu por volta das 19h da noite do dia seguinte ao parto, sabíamos que era só isso que podia salvá-la. Ela foi encaminhada para o hospital Odilon Beres (BH) onde teve toda a atenção necessária. Ficou internada 18 dias e, graças às orações de todos, ela é meu milagre. 
Sempre que me lembro desse período choro muito. O meu milagre hoje tem 4 anos, é uma menina esperta e graças a Deus não teve sequelas nenhuma pela prematuridade.